16th edition of the Deep Sea Biology Symposium

Terminou a 17 de Setembro o  16th Deep-Sea Biology Symposium em Brest, France.

Foi um congresso pioneiro, sendo o primeiro em formato hibrido (presencial e on line).

Sete apresentações e quatro painéis mostraram à comunidade internacional a excelente ciência que é produzida todos os dias no nosso centro.

A equipa do Mar Profundo do Okeanos fez-se representar em Brest pela nossa colega Ana Colaço, que apresentou o papel funcional das agregações de esponjas Pheronema aff. carpenteri. O formato hibrido permitiu que os colegas que não puderam deslocar-se, de estarem também presentes de forma virtual e de interagirem com os seus pares.

O nosso colega Telmo Morato falou sobre a forma como avaliações aprimoradas da biodiversidade no mar profundo podem informar o desenvolvimento sustentável no mar profundo. A Daphne Cuvelier deu-nos a conhecer a forma como uma carcaça de baleia é degradada no mar profundo e como as comunidades biológicas se sucedem. A Neus Campanyà-Llovet deu-nos a conhecer o parque marinho dos Açores sobre a perspetiva da biodiversidade funcional. A Ines Martins e a Nina Vieira falaram-nos dos impactos humanos no mar profundo. A Ines em como o excesso de cobre afeta os corais de água fria num cenário de alterações climáticas, e a Nina mostrou-nos onde estão as artes de pesca perdidas nos fundos do mar dos Açores. Finalmente, o Carlos Carrió mostrou-nos como a tecnologia não tem que ser dispendiosa, e como se pode democratizar a exploração do mar profundo.

A Marina Carreiro e Silva apresentou um painel sobre como as paredes verticais do fundo do mar dos Açores são refugio para as comunidades antigas de corais negros, a Mariana Cruz deu-nos a conhecer o comportamento reprodutor e desenvolvimento larvar do caranguejo hidrotermal , a Claudia Viegas mostrou-nos em como as a conectividade entre as diferentes populações da esponja de vidro Pheronema nos Açores é extremamente baixa e a Sandra Marques mostrou-nos o quão sensível as gorgónias podem ser ao impacto da mineração no fundo do mar.

Todos os trabalhos tiveram uma receção muito boa, levantando novas questões cientificas. De salientar que o Okeanos esteve envolvido na proposta de duas sessões. O Telmo Morato na sessão sobre formas de gestão dos ecossistemas do Mar Profundo à escala da bacia Atlântica e a Ana Colaço numa sessão pouco usual- Acoplamento de artes e ciências: Inspiração e inovação para aumentar a literacia dos Oceanos.

O Okeanos continuará a fazer ciência de excelência para apresentar no 17th Deep sea biology symposium que decorrerá Hong Kong 2024.

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