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popa, programa de observação para as pescas dos açores. para uma pesca responsável
   

 

  • Recolha de dados
  • O trabalho do observador





  • COMO TRABALHAMOS

    1 - Recolha de dados

    O POPA é responsável pela recolha de dados de caris científico a bordo de embarcações de pesca comercial. Para alcançar este objectivo, integramos na nossa equipa observadores aos quais é administrada formação específica (ver > downloads) e equipamento necessário ao desempenho das funções (GPS, binóculos, máquina fotográfica, etc). Posteriormente, os observadores têm que recolher as informações solicitadas sob a forma de formulários, previamente estruturados pelo conselho científico do POPA que inclui investigadores especializados em várias áreas das ciências do mar. Depois de concluídos, os formulários são entregues à coordenação do Programa que se encarrega de os avaliar e corrigir e de introduzi-los numa base de dados informática.

    2 - O trabalho do observador

    Existem neste momento 18 embarcações de atum registadas nos Açores tendo cada uma cerca de 28 metros de comprimento e tripulações que podem variar entre 14 e 16 homens. A pesca ocorre entre Maio e Outubro de cada ano. Os barcos possuem uma autonomia limitada facto que impossibilita a sua estada no mar por mais de 8 dias (em média). Por norma, o observador permanece em cada embarcação cerca de 30 dias, mudando depois para outra, de acordo com a orientação dada pelo coordenador do POPA Durante este período, o observador deve procurar integrar-se no ambiente que o rodeia ao mesmo tempo que executa as sua funções, ou seja, observação e registos. Os últimos dividem-se em grupos pré-estabelecidos que incluem recolha contínua de dados relativos à dinâmica das embarcações e recolha de informação sobre as espécies alvo da pescaria (atuns) bem como sobre as que interagem com esta actividade (cetáceos, aves marinhas e tartarugas).

    Os observadores são integrados na equipa POPA através do regime de aquisição de serviços a trabalhadores independentes (recibos verdes). Esporadicamente, recorre-se á inclusão de observadores voluntários. Todos têm direito a viagem Lisboa-Horta-Lisboa, alojamento (casa dos observadores na ilha do Pico e na própria embarcação) e alimentação (a bordo das embarcações), bem como seguros de acidentes de trabalho e pessoal. A disponibilidade exigida aos voluntários é de 1 mês enquanto que para os contratados é de 3 meses (dando-se preferência aos que possam permanecer durante toda a safra). Os últimos recebem uma remuneração mensal no valor de 1300€.

    Os atuneiros Açorianos não pescam só nas águas da região, desenvolvendo a sua actividade noutros locais, como é o caso das ilhas da Madeira. O número de barcos a pescar nas nossas águas varia assim durante os vários meses da safra. Perante este facto, são escolhidos inicialmente 8 candidatos para integrar o núcleo da equipa de observadores. Posteriormente, são incluídos mais observadores de acordo com a dinâmica da pescaria de forma a garantir uma cobertura da frota de 50% (de acordo com o protocolo estabelecido com o EII).

     
             
             

    emmanuel arand - doublefishdesigns.com