Reseachers share their work on the future of deep-sea marine restoration in Brest
From shallow coastal habitats to the deep sea, ecological restoration was at the centre of the discussions at the 15th European Conference on Ecological Restoration.
Two researchers from OKEANOS joined the conference to share their work and contribute to the growing conversation on how we can restore and protect marine ecosystems.
Marina Carreiro-Silva presented “Towards scalable cost-effective restoration of deep-sea coral gardens in the North Atlantic Ocean”, showcasing the work being developed through the REDRESS project.
Deep-sea coral gardens are biodiversity hotspots, but many have been damaged by human activities, particularly bottom-contact fishing. In the Azores, REDRESS is exploring innovative and cost-effective restoration approaches in collaboration with local fishers. During routine longline fishing operations, benthic organisms such as octocorals and sponges, are frequently retrieved as by-catch. These organisms are recovered by the scientific team and transplanted onto suitable substrates using an enhanced "badminton" restoration methodology. Restoration sites are monitored periodically using the Azor drift-cam, a low-cost video platform that assesses short-term transplants survival and longer-term ecological indicators including species diversity, density, and size structure, to evaluate the success of this restoration actions over time.
Gal·la Edery, a second-year PhD student, presented a poster on “Identifying critical early life-history stages in cold-water corals to support restoration success”.
Understanding the earliest stages of life in cold-water corals, from reproductive modes and seasonality to fertilzaion, larval development and settlement, is essential for improving the success of future restoration actions.
Bringing together around 600 researchers, SERE2026 is an important opportunity to share knowledge, foster scientific collaboration, and strengthen networks in the field of ecological restoration.
PT
Desde os habitats costeiros pouco profundos até ao mar profundo, a restauração ecológica esteve no centro das discussões na 15.ª Conferência Europeia sobre Restauração Ecológica.
Duas investigadoras do OKEANOS participaram na conferência para partilhar o seu trabalho e contribuir para a crescente discussão sobre como podemos restaurar e proteger os ecossistemas marinhos.
Marina Carreiro-Silva apresentou “Towards scalable cost-effective restoration of deep-sea coral gardens in the North Atlantic Ocean”, dando a conhecer o trabalho desenvolvido no âmbito do projeto REDRESS.
Os jardins de corais de profundidade são hotspots de biodiversidade, mas muitos têm sido afetados por atividades humanas, particularmente pela pesca com artes que contactam com o fundo. Nos Açores, o REDRESS está a explorar abordagens inovadoras e economicamente eficientes para a restauração, em colaboração com pescadores locais.
Durante operações de pesca com palangre, é frequente serem capturados como by-catch organismos bentónicos, como octocorais e esponjas. Estes organismos são recuperados pela equipa científica e posteriormente transplantados para substratos adequados, recorrendo a uma metodologia de restauração baseada no método “badminton”, numa versão melhorada.
Os locais de restauração são monitorizados periodicamente através do Azor drift-cam, uma plataforma de vídeo de baixo custo que permite avaliar a sobrevivência dos transplantes a curto prazo e, a mais longo prazo, indicadores ecológicos como a diversidade, densidade e estrutura de tamanhos das espécies. Desta forma, é possível avaliar o sucesso das ações de restauração ao longo do tempo.
Gal·la Edery, estudante do 2.º ano de doutoramento, apresentou um póster intitulado “Identifying critical early life-history stages in cold-water corals to support restoration success”.
Compreender as primeiras fases do ciclo de vida dos corais de águas frias, desde os modos reprodutivos e a sazonalidade, à fertilização, desenvolvimento larvar e fixação larvar, é essencial para melhorar o sucesso das futuras ações de restauração.
Com cerca de 600 investigadores, a SERE2026 é uma importante oportunidade para partilhar conhecimento, promover a colaboração científica e fortalecer redes na área do restauro ecológico.